Arquivo de novembro, 2009
Pingente Realeza

Realeza e nobreza são palavras vinculadas ao poder e a riqueza. Ouro e pedras sempre, ou quase sempre, agregaram este estigma de ostentar o poder. Mas a meu ver ouro, pedras, prata e outros metais são muito mais do que isso. São veículo e/ou ferramentas que possibilitam criar várias linguagens pela quais novos conceitos podem ser impressos. Desmistificando assim, estes conceitos arcaicos.
No entanto, o metal e as pedras não sabem disso. São apenas metal e pedras e é assim que os vejo. Com eles e através deles posso brincar com diversos estados de espírito. Até mesmo de rei e de rainha, quando o quero.
Foi pensando assim que criei o pingente Realeza, na verdade um casal. Dois pingentes muito, muito inusitados. Cada uma das coroas pode se transformar num anel. Um casal sensacional de nobreza quase duvidosa.
Confira esta nova peça que me deu muita alegria e que parou meu ateliê gerando risos e comentários de minha equipe.
Por enquanto vocês vão acompanha apenas a execução. O pingente completo fica como surpresa, pra próxima semana!


Espero que gostem e façam seus comentários.
Abraços,
Bruno Latini
2 comentários (clique para comentar)Produção de Natal
Tenho trabalhado em um ritmo acelerado. Além da exposição “casas de macacos” que me tomam todos os finais de semana, da manhã à madrugada sem trégua, as camisas de silk que começaram como uma brincadeira, um revival, se tornaram uma mania. O que também acaba roubando tempo e me dando muito prazer.
No final de ano revejo todo o meu trabalho, toda a minha produção. Vejo qual das categorias estão mais necessitadas de novas peças, apesar de durante todo o ano acrescentar novidades com freqüência. Isso é importante pra mim porque nessa época do ano gosto de estar com todos os segmentos completos: pulseiras, brincos, peças infantis, etc…
É uma época de plena criação, muito cansaço, mas muito prazer, pois são muitas novidades, muitos detalhes até a execução final. Esse período não é muito diferente dos outros, durmo e acordo trabalhando nas criações e execução, isso me deixa meio aéreo porque é um trabalho mental e físico intenso. No entanto muitas pessoas nos taxam de desligado, algumas pensam que criar são idéias que surgem do nada, é mole?! Não, não é mole!
Agradeço por visitarem meu BLOG. Você aqui do Brasil, as muitas visitas de minha segunda pátria a Itália, pois sou cidadão italiano e tenho um vinculo afetivo.
Obrigado por seu interesse pelo meu trabalho.
Abraços,
Bruno Latini
Nenhum comentário (clique para comentar)Casa de macacos

Em dezembro realizarei junto com meu amigo João Machado uma exposição sobre “Casas de Macacos”. Sobre isso, escrevi alguns pensamentos sobre o que nos motivou a realizar essa exposição.
As casas de macaco nasceram de observar os pequenos símios chegarem em bando na hora do almoço, que estava posto em uma mesa ao ar livre. Sem nenhuma timidez eles chegavam e tomavam conta do almoço. A fim de atraí-los para outro local, mas que pudéssemos continuar observando de perto suas macaquices, eu e meu amigo João começamos a atraí-los com uma tábua presa em uma corda e frutas espetadas em um prego. Assim resolvemos o problema do nosso almoço e o deles. Isso fez com que tivéssemos que praticamente almoçarmos juntos, na mesma hora. Só que dessa vez cada um em seu galho, nós na mesa e eles na corda com a tábua.
Pessoalmente sempre amei os macacos, os acho incríveis em tudo, brincalhões, curiosos, amorosos, livres e principalmente ao imaginar nossa própria evolução. Quando os observo sinto que qualquer semelhança não é mera coincidência e fico triste por ter pseudo evoluído.
O macaco é o homem em sua essência, literalmente despido de excessos; é o homem a flor da pele ou pelo como gostaria. Mas voltando às casas, foi isso que queríamos no fundo, brincarmos naquelas cordas, fazer macaquices. Acho que falou alto o macaco que está em nós.
Criarmos estas casas nos deu um prazer que em raros momentos sentimos. A despretensão, o descompromisso, a escolha de sucatas como matéria prima foi quase uma visão símia, como se o macaco entrasse em uma cozinha e bagunçasse tudo, revirasse tudo, experimentasse objetos, batendo, vestindo, arrastando ou se pendurando em formas estranhas e curiosas.
Interagir com nossos irmãos, nossos verdadeiros brothers é entender mais a fundo nosso próprio comportamento, é descobrirmos a cada instante como somos macacos. Acho que estou mesmo revendo meus conceitos sobre o homem através desta exposição e cada vez mais e mais vejo o macaco que existe em nós, Homens.
Já me peguei rindo de um advogado e seus termos rebuscados enfeitado com seu terno como se fosse o macaco rei, e é muito engraçado acharmo-nos importantes quando ainda comemos bananas e nos penduramos em nossas verdades.

Abraços,
Bruno Latini
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Oficina para Crianças

No mês das crianças, como vocês podem acompanhar nos posts abaixo, organizei um concurso cultural para levar os pequenos ao meu ateliê. Quando tive essa idéia imaginei que introduzir uma criança ao mundo da arte seria uma coisa mariavilhosa tanto para mim quanto para elas.
Não esperava que o retorno seria tão positivo por parte delas! A experiência foi maravilhosa e vale ser repetida outras vezes. Os comentários no blog e as cartinhas de agradecimento que recebi foi um presente delas para mim!
Uma das pequenas escreveu no concurso “Eu quero conhecer os segredos de como o Bruno faz as jóias tão lindas, porque quando eu crescer quero usar um monte de jóias dele”
Os meninos me surpreenderam, não imaginei que iam gostar tanto. Mas pelas carinhas deles percebi que ficaram encantados! Em uma das frases que recebi estava escrito “adoro desafios e coisas novas” e acho que é isso mesmo que move a arte, a vontade de descobrir coisas novas, de ultrapassar os limites e imaginar novas formas.



Por isso, acho que eles estão no caminho certo e fico feliz de ter plantado uma sementinha da arte neles.



Abraços,
Bruno Latini
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Camisas como telas
Quando era mais novo, muitas pessoas pediam para que desenhasse marcas ou logotipos para seus negócios. Algumas dessas marcas pediam para que eu imprimisse essas logos em camisas, já que na época, minha diversão era desenhar e criar telas, fazer quadros moderníssimos e diferentes.
Além disso, também gostava de copiar fielmente capas de discos que faziam sucesso na época, já que não existiam onde comprar estampas como essas.
Em um desses finais de semana revivi esses momentos, resgatei as pinturas e tingi mentos de camisas. Já se passaram 4 finais de semana e a brincadeira está ficando séria,estou criando camisas cada vez mais trabalhadas e também tingindo-as,que me fazem lembrar muito minhas pinturas.está sendo uma maneira de voltar a pintar de uma forma nova, usando como suporte camisas.




Estou adorando essa brincadeira!
Abraços,
Bruno Latini
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