nov 18

Casa de macacos

CASA DE MACACOS - Blog

Em dezembro realizarei junto com meu amigo João Machado uma exposição sobre “Casas de Macacos”. Sobre isso, escrevi alguns pensamentos sobre o que nos motivou a realizar essa exposição.

As casas de macaco nasceram de observar os pequenos símios chegarem em bando na hora do almoço, que estava posto em uma mesa ao ar livre. Sem nenhuma timidez eles chegavam e tomavam conta do almoço. A fim de atraí-los para outro local, mas que pudéssemos continuar observando de perto suas macaquices, eu e meu amigo João começamos a atraí-los com uma tábua presa em uma corda e frutas espetadas em um prego. Assim resolvemos o problema do nosso almoço e o deles. Isso fez com que tivéssemos que praticamente almoçarmos juntos, na mesma hora. Só que dessa vez cada um em seu galho, nós na mesa e eles na corda com a tábua.

Pessoalmente sempre amei os macacos, os acho incríveis em tudo, brincalhões, curiosos, amorosos, livres e principalmente ao imaginar nossa própria evolução. Quando os observo sinto que qualquer semelhança não é mera coincidência e fico triste por ter pseudo evoluído.

O macaco é o homem em sua essência, literalmente despido de excessos; é o homem a flor da pele ou pelo como gostaria. Mas voltando às casas, foi isso que queríamos no fundo, brincarmos naquelas cordas, fazer macaquices. Acho que falou alto o macaco que está em nós.

Criarmos estas casas nos deu um prazer que em raros momentos sentimos. A despretensão, o descompromisso, a escolha de sucatas como matéria prima foi quase uma visão símia, como se o macaco entrasse em uma cozinha e bagunçasse tudo, revirasse tudo, experimentasse objetos, batendo, vestindo, arrastando ou se pendurando em formas estranhas e curiosas.

Interagir com nossos irmãos, nossos verdadeiros brothers é entender mais a fundo nosso próprio comportamento, é descobrirmos a cada instante como somos macacos. Acho que estou mesmo revendo meus conceitos sobre o homem através desta exposição e cada vez mais e mais vejo o macaco que existe em nós, Homens.

Já me peguei rindo de um advogado e seus termos rebuscados enfeitado com seu terno como se fosse o macaco rei, e é muito engraçado acharmo-nos importantes quando ainda comemos bananas e nos penduramos em nossas verdades.

CAsa de MACACOS 2 - BLOG

Abraços,

Bruno Latini

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